As casas e outros edifícios da aldeia de Germil são abastecidas de água potável através de captações de água das nascentes encontradas nas pendentes dos baldios da nossa serra Amarela. Esta água segue por tubos enterrados que serpenteiam a serra até chegarem a "casa do deposito" da aldeia, deposito este com capacidade de 1000 litros que reparte a agua através dos tubos enterrados ao longo de Germil de Cima e de Baixo entrando assim nas canalizações das casas até chegarem as torneiras ou as mangueiras que por vezes não param de regar. A canalização é antiga e por vezes os tubos rebentam ou racham com a idade o que de imediato provoca perda de água e pressão nas torneiras e por diversas vezes falta de água ao redor das casa ou edifícios onde o tubo adoeceu ou faleceu. Quando este incidente se manifesta temos o Sr. João Pereira da junta de freguesia e da associação de moradores para resolver o assunto, localizar o local do incidente e reparar os danos com a introdução de um remendo ao tubo para os habitantes poderem novamente terem água nas torneiras. Nestes casos o Sr. João Pereira pede ajuda a alguns vizinhos na qual também tive a oportunidade de participar no arranjo de um dos tubos o que não é fácil pois por vezes demora dias e quilómetros a pé para localizar a fuga . Este trabalho do Sr. João Pereira é de louvar pois os poucos habitantes de Germil já têm uma idade avançada e não estão com forças para poder remendar um tubo. As nascentes da nossa serra Amarela também são assistidas pelo Sr. João Pereira e por alguns ajudantes moradores da aldeia que tudo fazem para podermos ter agua em Germil.

O problema surge no Verão entre Julho e finais de Setembro, as fontes por vezes não debitam água suficiente e o aquecimento global que também se faz sentir nas entranhas do subsolo da nossa serra. Todos os anos com excepção do decorrente (que de momento ainda não entrou em estado de alerta) o solo seca, os ribeiros e nascentes debitam menos água e até a fonte da aldeia tem vindo a demonstrar menor fluxo de água na qual os habitantes até dizem "nunca vi a fonte com tão pouco água".
As poças de rega ainda se utilizam por estas bandas mas não com a precisão de antigamente mas lá se vão utilizando para todos poderem regar os seus vegetais e não utilizar a água da rede da aldeia.
A edifício da nossa associação todos os Verões fica sem água em alguns períodos principalmente em Agosto pois na zona em que esta localizado o edifício e conforme o formato em que a rede dos tubos esta estabelecida se perde a agua pelo caminho não chegando a nossa torneira obrigando por vezes o encerramento da associação.
A solução para podermos manter a associação aberta durante o Verão será instalar um deposito de água no edifício da associação. A ideia será criar uma caixa em cimento e "enterrar o deposito" na qual também irá necessitar de um motor de água eléctrico para puxar a agua e a instalação do deposito à rede.
Como a associação vive de donativos, conseguimos na semana passada o donativo de um deposito novo de agua IBC de 1000 litros de capacidade com base e grade doado e transportado do Porto até Germil pelo nosso montanheiro e dirigente André Monteiro na qual agradecemos de todo coração a sua acção.
Neste momento ainda estamos a procura de um donativo para compra e um motor de água eléctrico para a posterior podermos pedir ajuda na construção da caixa de cimento para "enterrar" o deposito e ligação do mesmo à rede do edifício.
Aproveitamos também esta oportunidade para pedir aos habitantes de Germil que não desperdicem água e que tentem regar de forma gota a gota e todos seremos felizes com água nas torneiras.
Saudações montanheiras
Carlos Moreira
Texto e foto de Carlos Moreira