sexta-feira, 31 de maio de 2013

Encontro Primaveril Germil 2013

No passado dia 26 de Maio realizou-se na sede da associação Péd´Rios em Germil o "Convívio Primaveril Germil  2013" na qual estiverem presentes habitantes e amigos da aldeia de Germil. 

O programa do convívio teve como principal atracão os jogos tradicionais e o churrasco acompanhado de um lanche para restabelecer energias. 

Junto algumas fotos do nosso encontro primaveril.

























A direcção da associação Péd´Rios agradece a todos a vossa colaboração e boa disposição neste convívio.

Saudações Montanheiras
Carlos Moreira

Texto de Carlos Moreira 
Fotos: Vânia Pereira e Carlos Moreira 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Placas de Sinalização e Brasão em pedra da aldeia de Germil - Ponte da Barca

No passado dia 13 de Maio foram colocadas na EM 1348, na estrema com a aldeia de Sobredo e aldeia de Bergaço, duas estruturas em pedra com as devidas placas de sinalização da freguesia de Germil. 

Placa de sinalização da freguesia com um "design" de montanha 

Esta iniciativa do Presidente da Junta de Freguesia de Germil e do Presidente da  Associação Péd´Rios tem como objectivo de poder identificar a nossa freguesia aos visitantes e utentes da EM 1348. 

Brasão da Freguesia de Germil 
No mês de Setembro de 2012 e por iniciativa do Presidente da Junta de Freguesia de Germil foi edificado em frente a sede da Junta da Freguesia, uma pedra lapidada com o Brasão e com um pequeno texto simbolizando assim Germil como terra de agricultura e pastorícia. 




Heráldica do Brasão de Germil: 

Escudo de verde, monte de três cômoros de ouro, movente dos flancos e da ponta, carregado de uma croça de negro, realçada de prata; em chefe, palma de prata posta em faixa, carregada de um corvo de negro. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: "GERMIL - PONTE da BARCA".

Texto e fotos de Carlos Moreira 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Páscoa em Germil - Abr 2013

Francisca, a menina mais nova nestas celebrações pascoais em Germil


Coro da Igreja de Germil 

Como já é tradição na passada segunda-feira dia 01 de Abril, uma vez mais, tive a oportunidade de acompanhar o Compasso Pascal com a presença do pároco de Germil o Exmo. Padre Custódio acompanhado do seu grupo de paroquianos liderados pelo tradicional crucifixo representando conforme o ritual a presença de Jesus vivo. 

Igreja matriz de Germil 
Padre Custódio celebrando missa pascal 

Como conta a tradição esta celebração cristã consiste na visita casa a casa de uma paróquia (daqueles que a queiram receber) do Crucifixo de Cristo no dia de Páscoa para celebrar a sua Ressurreição.





Em Germil e nas aldeias vizinhas este ritual é um pouco diferente ao celebrado nas grandes cidades pois o Compasso percorre várias casas de outros paroquianos em forma de procissão. 




Depois da missa os habitantes se reúnem no exterior da igreja e seguem o Crucifixo até a próxima casa em que cada uma das casas, após uma bênção inicial, os habitantes como  a tradição manda, beijam a cruz e aproveitam para oferecer donativos pecuniários à paroquia.




O facto mais relevante neste compasso, foi de ter que cumprimentar as mesmas pessoas vezes sem fim, facto que originou risota que achei engraçado e fora do vulgar. 





Habitantes de Germil observando foguetes de celebração pascal 
Os presentes formavam fila indiana na entrada da próxima casa, as vezes cruzávamos e chocávamos uns contra os outros de forma a todos terem oportunidade de poder cumprimentar o anfitrião da casa e dar-lhe as boas festas



Nesta correria pascal em todas as visitas, tivemos a oportunidade de poder celebrar o momento com um cálice de vinho do Porto, vinho, pão de ló, chouriço, salpicão, amêndoas e outras iguarias. 

Visita pascal a associação Péd´Rios 
Padre Custódio na associação Péd´Rios 



O meu obrigado a todos pela vossa alegria, amizade e hospitalidade. 

Saudações Pascoais 

Carlos Moreira  

sábado, 30 de março de 2013

Histórias e lendas sobre o homem e o lobo em Germil

Capitulo I

Lenda do Lobo da Tapada da Cegonha

Tapada da Cegonha – Germil                                                                
Reza a lenda que em meados do século XVIII num final de dia gelado do mês de Fevereiro, um homem de meia-idade habitante de Germil (na qual desconhecemos e pouco sabemos sobre a personagem), decidiu passar uma noite na Tapada da Cegonha para poder dar conta do centeio pois estávamos na altura das sementeiras de inverno. O homem com receio que os pássaros lhe devorassem durante a noite as preciosas sementes, semeadas a mão e com muito esforço e suor, decidiu pernoitar numa das extremidades da tapada ao relento, coberto por uma fina manta de linho que lhe dava a protecção necessária e até algum conforto para uma noite que se esperava longa e surpreendente. De madrugada e enquanto o homem iniciava a dormitar o ambiente em redor da sua manta de linho era ameaçador. Ao espreitar por um dos cantos da sua manta tudo a sua volta lhe parecia desconhecido devido a escuridão que se fazia sentir e só o cheiro da terra e das frescas sementes o orientaram e assim embalado pela noite cerrada e sentindo-se no lugar certo acabou por adormecer.

Sorrateiramente, sem que o homem que dormia como um cordeirinho se apercebe-se, um lobo de pelo escuro como a escuridão que se fazia sentir, calmamente e inocentemente deitou-se, acomodou-se e encostou-se a manta de linho que já a alguns quilómetros de distância farejava o seu calor numa tentativa de se poder abrigar do frio. E assim, num curto e imaginário espaço de tempo, o homem e o lobo, pernoitavam juntos e inconscientemente num vale em que o silêncio do conforto só a eles lhe pertencia.

De repente, o homem acorda. Sente um vulto pesado e quente nas suas sacrificadas costas simplesmente separadas por uma fina manta de linho. Quando o homem se apercebe de que realmente algo de estranho estava a acontecer levanta-se, sente um movimento brusco   e escuro, o lobo tinha acordado. O lobo sem jeito e desorientado com a imagem distorcida de um homem erguido, desata a correr com toda a força, com a força de um lobo e, desapareceu tal como apareceu neste vale ainda silencioso. O homem não queria a creditar mas também não esperou e mais rápido que o lobo também desatou a correr, não como o lobo silenciosamente mas aos gritos pensando que estaria a ser perseguido pelo vulto escuro que se tinha acomodado à sua fina manta de linho.

Bem ali a beirinha da tapada da cegonha e continuando em fuga por entre pedras e calhaus o homem finalmente encontrou a calçada do Varzeiro local onde a escuridão se tornou bem clara para um homem que desesperadamente corria a procura da segurança na aldeia que o viu chegar a este mundo. 

O homem ainda não se sentia seguro. Até chegar a aldeia ainda faltava um par de quilómetros e foi quando numa curta paragem para poder recuperar o fôlego, uma matilha de lobos liderada pelo lobo maestro de vulto escuro, uiva com toda a sua força e garra envolvendo o vale numa sinfonia nocturna onde o homem como único espectador deste espectáculo silenciosamente chora de vergonha pois já as portas da aldeia de Germil o homem desagua pelas calças abaixo chegando a conclusão que tinha dormido com um lobo.

Photo Source katwalkdesigns

Narrativa de João Pereira, habitante de Germil.
Texto e arranjo de Carlos Moreira 






sexta-feira, 29 de março de 2013

Limpeza das calçadas e caminhos baldios de Germil

No passado sábado dia 23 de Março e através de convite do Sr. João Pereira e Sr. António Danaia da Junta de Freguesia de Germil, tive a oportunidade de participar pela primeira vez na limpeza da calçada e caminho do baldio do Murzeiro. 

Equipa (face norte) António, Manuel, Zindo e António Danaia a caminho da calçada do Carvalhal 

A limpeza das calçadas e caminhos de Germil é uma tradição que remonta desde as origens da povoação e dos baldios da aldeia de Germil, Esta tradição com mais de 150 anos de existência, ainda hoje permanece graças ao desempenho e ao interesse dos habitantes de Germil. 

Equipa (face sul) João Pereira - Limpeza do escoamento da ponte do Ribeiro de Murzeiro 
A limpeza das calçadas e caminhos de Germil é organizada duas vezes por ano, respectivamente no mês de Março e Novembro. As equipas de limpeza, nunca superiores a 5 elementos por equipa são estabelecidas através de "passagem de testemunho" das famílias mais antigas da aldeia que de geração em geração se responsabilizam pela limpeza.  

Equipa (face sul) João Pereira e Minda - Reparação muros da tapada de Murzeiro. 
A minha equipa (face sul) que no inicio era constituída por 5 elementos, contou desta vez  com 3 elementos, ficando assim combinado pela restante equipa em falta a sua colaboração na limpeza do troço do Barreiro para as próximas semanas.   

Limpeza dos Talheiros (regos de desvio de água do caminho para os campos) 
Os trabalhos de limpeza das calçadas e caminhos dos baldios de Germil, consiste em arrancar as raízes das silvas, fetos, recolha de pedras, monstros metálicos, lixo, limpeza dos talheiros, escoamento das pontes, pequenas reparações de sustentação do suporte das pontes, muros e escoamento para desvio das poças de água. 

Equipa (face sul) João Pereira e Minda, alisamento do terreno para desvio das poças de água 

Equipa (face sul) João Pereira, Minda e Carlos Moreira - Alisamento do terreno 
Infelizmente esta tradição nas aldeias vizinhas a Germil, tem vindo a desaparecer devido principalmente a desertificação por imigração e também pela avançada idade dos actuais habitantes que já não têm forças para este tipo de trabalho (forçado). Apesar de ainda existirem alguns jovens nas aldeias vizinhas estes não se sentem motivados pois o trabalho consiste no associativismo rural que não sendo remunerado vai sendo abandonado. 

Tapada do Murzeiro - Barreira de pedras para impedir entrada dos animais    
Equipa (face sul)  Minda - Recolha e deslocação de pedras do caminho 

Esta minha experiência foi francamente gratificante, não só pelo convívio com a gente de Germil mas principalmente por poder participar numa acção de preservação de uma aldeia  que conta com habitantes que tudo fazem para preservar e manter as suas tradições. 

Saudações montanheiras 
Carlos Moreira 

Texto e fotos de Carlos Moreira