O Fojo do Lobo de Germil, localizado no vale de Germil reapareceu depois dos incêndios de há dois anos atrás. As paredes de pedra do Fojo infelizmente não se encontram no melhor estado de preservação mas felizmente ainda se pode contemplar de como seria o fojo.
A relação do homem com o
lobo foi sempre marcada pela perseguição. Para combater o carnívoro
todos os meios eram válidos e alguns implicavam grande engenho e dispêndio de
energia. Os fojos do lobo são um exemplo. Construídos no meio da serra, com
paredes de pedra com dois metros de altura, implicavam a mobilização de
toda a aldeia. Toneladas de pedra eram transportadas em carros de bois com um
único fim, dizimar o lobo que lhes atacava os rebanhos.
![]() |
| Fojo de paredes convergentes |
Os fojos existem apenas
no norte da Península Ibérica e são basicamente de dois tipos – de cabrita e de
paredes convergentes. Nos primeiros, de forma circular, era colocada uma
cabra que servia de engodo para atrair o lobo. Os de paredes convergentes, constituídos
por duas paredes que convergem para um fosso, implicavam uma batida que
envolvia toda a aldeia e, por vezes, as aldeias vizinhas. Os batedores
conduziam o lobo para o fojo e este acabava por cair no fosso, previamente
dissimulado com vegetação.
![]() |
| Fojo de Cabrita |
No início do século XX, com a
vulgarização do uso do veneno e das armas de fogo, os fojos deixaram de ser
usados e foram esquecidos. A acção do tempo, o vandalismo e a pilhagem de
pedras contribuíram para a sua degradação. No final de 1999 foi criada a
associação Fogiun Lupal, um grupo de trabalho ibérico com o objectivo de
inventariar, caracterizar e conservar os fojos. Para Francisco Álvares,
membro do Grupo Lobo e um dos mentores da associação, a conservação dos fojos é
imperiosa. “ São testemunhos únicos da arquitectura rural que simbolizam a
relação ancestral do homem com o lobo na Península Ibérica”
A nossa associação elabora visitas guiadas ao local
Saudações Montanheiras
Carlos Moreira
A nossa associação elabora visitas guiadas ao local
Saudações Montanheiras
Carlos Moreira
Fonte: Ecotura
















