terça-feira, 21 de novembro de 2017

VI Magusto Péd´Rios Germil

Domingo 19 de Novembro,  celebrou-se na associação / abrigo Péd´Rios Germil o VI Magusto - São Martinho na qual estiveram presentes amigos, sócios e moradores da aldeia de Germil. 

O convívio decorreu no exterior da associação acompanhados de um final de tarde esplendoroso com uma fogueira onde assamos castanhas e servimos jeropiga, vinho bom e um lanche de confraternização. Aproveitamos também esta ocasião para celebrar os cinquenta anos de existência do presidente da nossa associação Carlos Moreira. 

Partilhamos assim fotos do nosso magusto.



















Saudações montanheiras

Carlos Moreira



Alargamento da Curva da Broca - Germil - Ponte da Barca

Por iniciativa da Câmara Municipal de Ponte da Barca foram realizadas obras de alargamento da "famosa" curva da Broca no caminho municipal CM1348 que dá acesso a aldeia de Germil. 

A protecção do caminho com a colocação de raíles na curva já tinha sido efectuada pela Câmara Municipal a pedido dos moradores e utentes deste caminho para segurança de todos pois esta curva era considerada perigosa e estreita. 


Estas obras de beneficiação do CM 1348 incluem o alargamento da curva e a colocação de protecção lateral do caminho. 


A obra foi finalizada no passado sábado onde os utentes do caminho podem agora passar com mais segurança. 



A associação Péd´Rios, os seus sócios, moradores de Germil e utentes deste caminho agradecem à Câmara Municipal esta importante iniciativa. 

Saudações montanheiras 
Carlos Moreira 

Fotos e texto de Carlos Moreira 


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Plano de actividades ano 2018



Janeiro
Dia 27 – Caminhada na Serra Amarela
Partida Germil – Aldeia de Cutelo – Carvalhinha - Prado da Relva (poças) – Germil
Ponto de encontro 10h00 – Associação Péd´Rios – Germil
Dificuldade – Média
Percurso circular 10km
Inscrição – 5€ (receitas revertem para seguros e organização do evento)
Transportes por conta do participante
Inclui seguro

Fevereiro
Dia 10 a 14 – Caminhada ao cume do Pico 2351m – Açores
Pernoita em casa de turismo rural
Locais a visitar: Horta – Madalena – Lajes do Pico – Gruta das Torres – Trilha das Vinhas – Montanha do Pico
Ascensão ao Pico - Dificuldade – Média / Alta
Dia 11 / 11:30 - Encontro dos participantes: Madalena – Ilha do Pico
Inscrição irá incluir pernoitas, pequenos-almoços, taxa entrada do parque, transporte carrinha 9 lugares e monitor de pedestrianismo

Março
Dia 17 - Caminhada GR34 – Ermida / Germil
Dificuldade – Média
Percurso linear 8km
Inscrição – 5€ (receitas revertem para seguro e organização do evento)
Transportes por conta do participante
Inclui seguro

Abril
Dia 07 – Caminhada PR Entre Ambos-os-Rios – Ermida
Dificuldade – Média
Percurso linear 12km
Inscrição – 5€ (receitas revertem para seguro e organização do evento)
Transportes por conta do participante
Inclui seguro

Abril
Dia 25 a 28 – Caminhada ao cume do Peña Ubina 2417m – Cantábricos
Pernoita em abrigo de montanha
Dificuldade – Média / Alta
Locais a visitar: Campomanes – Valle Zureda – Tuiza de Arriba – Leon
Inscrição inclui pernoitas em refúgio de montanha, pequenos-almoços, transporte e monitor de pedestrianismo

Maio
Dia 13 – VII Convívio Primaveril – Germil
Convívio inclui jogos tradicionais, churrasco, apresentação multimédia e muita animação
Inscrição – Por Donativo

Junho
Dia 16 – 10:00 Caminhada limpeza aldeia de Germil
A associação Péd´Rios irá distribuir sacos do lixo para os participantes ajudarem na limpeza das valetas e ribeiros da aldeia de Germil
Duração 3 horas

Julho
Dia 21 a 28 – Expedição Gran Paradiso – Itália
Ascensão a montanha mais alta de Itália- Gran Paradiso 4061m de altura Dificuldade Média / Alta
Inscrição irá incluir pernoitas em refúgio em regime de meia pensão, transporte e seguro

Agosto
Dia 12 – Convívio do Emigrante – Germil
Convívio inclui jogos tradicionais, churrasco, apresentação multimédia e muita animação
Inscrição - Donativo

Setembro
Dia 08 – Caminhada PR Trilho da Água – Lindoso
Dificuldade – Média
Percurso linear 7,5km
Inscrição – 5€ (receitas revertem para seguro e organização do evento)
Transportes por conta do participante
Inclui seguro

Outubro
Dia 13 – Caminhada PR Trilho Moinhos de Parada
Dificuldade – Média
Percurso linear 7km
Inscrição – 5€ (receitas revertem para seguro e organização do evento)
Transportes por conta do participante
Inclui seguro

Novembro
Dia 18 – Convívio Magusto associação Péd´Rios
Convívio inclui jogos tradicionais, churrasco, apresentação multimédia e muita animação
Inscrição - Donativo

Dezembro
Dia 26 a 30 – Caminhada ao Cume do Pico Aneto 3404m – Pirenéus
Ascensão ao cume mais alto da cordilheira dos Pirenéus.
Dificuldade – Média / Alta
Inscrição irá incluir pernoitas em refúgio, pequenos-almoços, transporte e monitor de pedestrianismo

Para mais informações contacta a nossa associação
Telm.: 00351 938 678 090
E-mail: pederiosgeral@gmail.com

Saudações desportivas
Carlos Moreira

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Passeio Invernal Péd´Rios - Pirenéus Dez 2017



Programa:


26 de Dezembro
07:00 – Partida do Porto com destino aldeia de Torla – Parque Nacional de Ordesa e Monte Perdido – Pirenéus – Espanha
21:00 – Jantar volante ou restaurante em Torla
Pernoita em albergue aldeia de Torla (dispõe cozinha)

27 de Dezembro
07:30 – Saída de Torla em direcção ao parador de Ordesa.
08:00 - Caminhada de aproximadamente 12 km (ida e volta) pelo vale de Ordesa e Monte Perdido
Almoço volante
17:00 – Regresso a aldeia de Torla
18:30 – Pequena caminhada pela aldeia de Torla
20:00 - Jantar volante ou em restaurante em Torla
Pernoita em albergue aldeia de Torla (dispõe cozinha)

28 de Dezembro
07:30 – Pequeno-almoço
08:30 – Saída de Torla em direcção ao Cañón de Añisclo (Desfiladeiro de Añisclo)
09:30 - Caminhada de aproximadamente 12 km (ida e volta) através do Cañón de Añisclo
Almoço volante
17:00 – Regresso a aldeia de Torla
20:00 - Jantar volante ou em restaurante em Torla
Pernoita em albergue aldeia de Torla (dispõe cozinha)

29 de Dezembro
07:30 – Pequeno-almoço
08:00 – Saída de Torla em direcção ao vale de Pineta (face norte do Monte Perdido)
09:30 – Caminhada de 10 km (ida e volta) no vale de Pineta pelo trilho das cascatas de La Larri
Almoço volante
16:00 – Visita a aldeia de Bielsa
17:30 - Regresso a aldeia de Torla
20:00 - Jantar volante ou em restaurante em Torla
Pernoita em albergue aldeia de Torla (dispõe cozinha)

30 de Dezembro
07:30 – Pequeno-almoço
08:30 – Regresso a Portugal final do passeio.

Inclui por participante: Transporte em viatura de 9 lugares, combustível, portagens, motorista, guia, seguro, pernoitas e pequeno-almoço.

Não inclui: Outras refeições e material de montanha

O que terás que levar
       Botas de montanha
       Mochila até 30 litros (caminhadas e almoços volantes)
       Bastão de marcha  
       Casaco impermeável e forro polar, luvas, gorro e óculos de sol
       Cantil e termos
       Roupa e calçado de muda

Características do passeio 
·         Visitação com pequenas paragens e caminhadas interpretativas aos lugares mágicos do Parque Nacional de Ordesa e Monte Perdido.
·         Passagem pelo Perímetro do Parque e aldeias rustica de montanha.

Valor por participante 250€

As receitas revertem para aluguer da viatura, seguros, combustível, portagens, pernoitas, pequenos-almoços e guia

A inscrição poderá ser efetuada até ao dia 15 de Dezembro através de e-mail pederiosgeral@gmail.com mencionando o primeiro e ultimo nome, numero de B.I e data de nascimento para efeitos de seguro

Saudações montanheiras 
Carlos Moreira 

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Montanheiros Péd´Rios no topo de Portugal - Cume do Pico 2351m

Dia 30 de Outubro a bandeira da associação Péd´Rios - Germil - Ponte da Barca, alcança o cume mais alto de Portugal, o cume do Pico na ilha do Pico Açores com 2351 metros de altitude. 



A ascensão a este emblemático vulcão durou aproximadamente quatro horas para atingir-mos o cume e pelas onze horas a bandeira da associação Péd´Rios Germil já dançava numa  brisa fresca acompanhado de um dia recheado de sol energia e muita magia. 

O dia foi perfeito. Tivemos a oportunidade de observar desde o cume a maior parte das ilhas que fazem parte deste belo arquipélago. 

Esta foi mais uma expedição na qual os nossos sócios tiveram a oportunidade de registar mais um cume ao currículo da nossa associação. 

Gostaria de agradecer o suporte dado pelo amigo Nuno Monteiro residente na ilha do Pico em Lajes, Santa Barbara que disponibilizou o seu alojamento turístico "Casa das Pedras Altas" para a nossa pernoita e como campo base da nossa aventura. 

Partilhamos assim historia da Ilha e fotos da nossa longa ascensão ao nosso querido Pico de Portugal.  

Texto de Carlos Moreira 


Textos Fonte Wikipédia

Ilha do Pico é a segunda maior ilha do Arquipélago dos Açores, no Atlântico Norte. Dista 8,3 quilómetros da Ilha do Faial e 15 km da Ilha de São Jorge. Tem uma superfície de 447 km²; uma linha de costa com 151,84 km de comprimento, um número de 31 ilhéus entre grandes e pequenos. Conta com uma população residente de 14 114 habitantes (em 2011). Mede 42 km de comprimento por 20 km de largura. 



Deve o seu nome a uma majestosa montanha vulcânica, a Montanha do Pico, que culmina num pico pronunciado, o Pico Pequenoou Piquinho. Esta é mais alta montanha de Portugal e a terceira maior montanha que emerge do Atlântico, atingindo 2 351 metros acima do nível do mar.
Administrativamente, a ilha é constituída por três concelhos: Lajes do Pico e Madalena, ambos com seis freguesias, e São Roque do Pico, com cinco freguesias.




"Pico é a mais bela, a mais extraordinária ilha dos Açores, duma beleza que só a ele lhe pertence, duma cor admirável e com um estranho poder de atração. É mais do que uma ilha - é uma estátua erguida até ao céu e amolgada pelo fogo - é outro Adamastor como o do cabo das Tormentas." (BRANDÃO, RaulAs ilhas desconhecidas.)




A ilha emergiu de uma fractura tectónica de orientação ONO-ESSE – a mesma que deu origem à ilha do Faial, denominada Fractura Faial-Pico, que se desenvolve ao longo de 350 km, desde a Crista Médio Atlântica (sigla CMA) até uma área a Sul da Fossa do Hirondelle.






À época dos Descobrimentos portugueses, na fase henriquina, a ilha foi designada como ilha de São Dinis, conforme consta no testamento Infante.
Posteriormente, na cartografia do século XIV, encontra-se denominada como "ilha dos Pombos".



Acerca do seu primeiro povoador, nas Lajes do Pico, Frei Diogo das Chagas refere:
"O primeiro homem que se pratica por certo haver entrado nesta Ilha para a povoar foi um Fernando Álvares Evangelho, o qual vindo a buscar a tomou pela parte do Sul, (…) saltou em terra onde se diz o penedo negro, e com ele um cão que trazia, e o mar se levantou de modo que não deu lugar a ninguém mais saltar em terra, e aquela noite se levantou vento, de modo a que a caravela no outro dia não apareceu, e ele ficou na Ilha com seu companheiro, o cão; e nele esteve um ano sustentando-se da carne dos porcos, e outros gados bravos, que com o cão tomava (pois o Infante quando as descobriu, em todas mandou deitar gados, havia nelas, quando depois se povoaram, muita multiplicação deles) (…)." (CHAGAS, Diogo (Frei). Espelho Cristalino em Jardim de Várias Flores. Secretaria Regional de Educação e Cultura/Universidade dos Açores, 1989.)



Frei Agostinho de Monte Alverne, entretanto, acrescenta:
"Outros dizem que os primeiros povoadores foram os que mandou Job Dutra, da ilha do Faial, porque estando à sua janela, vendo esta ilha do Pico pela parte sul, mandou um barco de gente para a povoar por esta parte, onde hoje é a freguesia de São Mateus. E é esta ilha tão fragosa, que, povoando-a estes por esta parte e os outros pela outra, dois anos estiveram sem saberem uns dos outros, nos quais o capitão Job Dutra mandou pedir a capitania e a alcançou, e uns e outros povoadores se avistaram e festejaram muito." (Frei Agostinho de Monte Alverne. Crónicas da Província de São João Evangelista (v. III). Ponta Delgada: Instituto Cultural de Ponta Delgada, 1988. p. 191)




Em 29 de Dezembro de 1482, a ilha foi integrada na Capitania do Faial pela Infanta D. Beatriz, em virtude de Álvaro de Ornelas, seu primeiro capitão do donatário não ter tomado posse efetiva da ilha por volta de 1460.
Em 1501, Lajes do Pico foi elevada a Vila e sede de concelho pelo Manuel I de Portugal. Em 1542 foi a vez de São Roque do Pico e em 1712 , a de Madalena, confirmando a sua importância económica como porto de ligação com o Faial, e também como local de residência dos proprietários dos extensos vinhedos da zona, já então produtora de vinho, o Verdelho do Pico.




Além da agricultura (trigopastel), da pecuária e da pesca, a economia da ilha, desde o início do povoamento, foi marcada pelo cultivo da vinha e a produção de vinho. Sobre elas, o Padre António Cordeiro registou:
"O maior fruto, e mais célebre desta Ilha do Pico é o seu muito e excelente vinho, e quantas mil pipas dê cada ano (…) as outras ilhas, as armadas, e frotas, os estrangeiros o vão buscar, e o muito que vai para o Brasil, e também vem para Portugal; a razão deu-a já o antigo Frutuoso Liv. 6 cap. 41, dizendo que o vinho do Pico não só é muito, mas justamente o melhor, (…), porque é tão generoso e forte, que em nada cede ao que na Madeira chamam Malvazia; antes parece que este vence aquele, porque da Malvazia, pouca quantidade basta para alienar um homem do seu juízo, não se acomoda tanto à saúde; porém o vinho passado do Pico, emprega-se mais em gastar os maus humores, confortar o estômago, alegrar o coração, e avivar, e não fazer perder o juízo, e uso da razão, além de ser suavíssimo no gosto, e muito 'confortativo', ainda só com o cheiro; e por isso é muito estimado, (…)." (Pe. António Cordeiro. História Insulana das ilhas a Portugal Sujeitas no Oceano Ocidental. Secretaria Regional da Educação e Cultura, 1981. p. 474.)




No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), quando da ofensiva liberal do 7.º conde de Vila Flor, a ilha do Pico foi ocupada sem resistência pelos liberais (1831).
Em meados do século XIX, a produção de vinho sofreu um rude golpe com o ataque do Oídio (1852) que, oriundo dos Estados Unidos, destruiu as cepas de vinha europeias. A recuperação foi lenta e fez-se à base de novos bacelos. Como alternativa, desenvolveu-se o cultivo de frutos como as laranjasmaçãspêssegos e figos (estes dois últimos também utilizados na produção de aguardente), que rapidamente atingiu níveis capazes de suportar a exportação no circuito regional. Desta forma, tornou-se um hábito diário a deslocação de picoenses para a Ilha do Faial com o objectivo de proceder à venda da fruta.




No mesmo período, a ilha foi o principal centro baleeiro no período áureo da caça ao cachalote, tendo conseguido ultrapassar o declínio que resultou da cessação da caça, no último quartel do século XX, com a pesca do atum e a indústria de conservas, e, mais recentemente, com a valorização turística associada à observação de cetáceos.





Em nossos dias, em Julho de 2004, a UNESCO considerou a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico como Património da Humanidade. A área assim classificada engloba os lajidos das freguesias da Criação Velha e de Santa Luzia. O Parque Natural da ilha do Pico, engloba a área da Montanha do Pico e Planalto Central assim como outras zonas de protecção especial.
A paisagem vulcânica da ilha do Pico foi considerada uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal.





Em termos de património natural destacam-se a Gruta das Torres, na Criação Velha, e o conjunto geológico denominado Furnas do Frei Matias, a reserva natural da montanha do Pico e o planalto da achada.
Em termos de património cultural destacam-se, na Madalena, o Museu do Vinho, instalado em um antigo Convento das Carmelitas, o Museu da Indústria Baleeira, em São Roque do Pico, e o Museu Regional dos Baleeiros, nas Lajes do Pico. Destacam-se ainda o Forte de Santa Catarina (Lajes do Pico), as igrejas, conventos e os moinhos espalhados pela ilha.





São tradicionais na ilha a festa e procissão do Senhor Bom Jesus (São Mateus, Madalena), as comemorações da Semana dos Baleeiros (em honra de Nossa Senhora de Lurdes), as do Cais Agosto (no Cais do Pico, em São Roque), a festa de São Roque, as festas de Santa Maria Madalena, a Semana das Vindimas, e as Festas do Espírito Santo.





Os habitantes do Pico dedicam-se principalmente à agricultura (produtos hortícolas, fruta e cereais), à pesca e à pecuária, esta última muito desenvolvida, em especial no concelho de São Roque do Pico. A vinha, outrora uma das grandes riquezas da ilha, sendo o vinho do Picoexportado para a Inglaterra e para a América do Norte, e que chegou a ser servido à mesa do próprio czar do Império Russo, foi gradualmente afectada pela praga do oídio na segunda metade do século XIX, perdendo importância. A cultura da vinha domina a parte ocidental da ilha, sendo a vinha "Verdelho do Pico" cultivada em pequenas quadrículas de terreno separados por muros de pedra solta de basalto, chamados localmente de "currais", que devido às suas características e extensão (cerca de 2 voltas ao equador do nosso planeta) contribuíram para a classificação como património da humanidade.
As indústrias da ilha estão, na sua quase totalidade, ligadas ao ramo alimentar: lacticínios, pesca, com a maior fábrica de conservas de atum do arquipélago dos açores, destilarias e moagens.
No artesanato destaca-se a escultura em basalto e em osso de baleia, bem como rendas e bordados.



A gastronomia da ilha é muito rica, nomeadamente no que toca aos produtos do mar. Os crustáceos como a lagosta, o cavaco e o caranguejo, os moluscos, como as lapas e as cracas, as lulas e os polvos servem de base a pratos variados e ricos. Entre os peixes destacam-se espécies como a abrótea, o chicharro, a moreia, a Veja (parecido com o bacalhau), o írio, a salema, o cherne, a garoupa, o espadarte.
As carnes de bovino e suíno encontram-se presentes em pratos da culinária regional como “molha de carne à moda do Pico”, “torresmos”, “linguiças” e “morcelas”. Destacam-se ainda os queijos, produzidos a partir do leite de vaca. São consumidos com vinho verdelho, vinho de cheiro ou outros produzidos localmente e pão de massa sovada.




Falar do vinho do Pico, é sinónimo de orgulho. A cultura da vinha está associada aos primeiros tempos do povoamento, nos finais do século XV. O vinho verdelho, a partir da casta do mesmo nome, ganhou reputação mundial ao longo dos séculos, chegando à mesa dos czares russos. A partir do século XIX são introduzidas novas castas que dão origem a vinhos de mesa brancos e tintos. O modo de cultivo, contra a aspereza dos terrenos vulcânicos quase sem terra vegetal, em currais, que são áreas muradas de pedra negra, de muito pequena dimensão, marca igualmente a cultura da Ilha do Pico.
A prova da importância local e mundial é o facto da UNESCO, em Julho de 2004, ter considerado a Paisagem Protegida de Interesse Regional da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, criada em 1996, como Património Mundial da Humanidade. Currais, maroiços, que são diversos amontoados de pedra em forma de pirâmide, vinhas e adegas com os seus equipamentos, são elementos emblemáticos da vinha e do vinho».
Em termos de doces destacam-se os pratos de arroz doce, massa sovada e rosquilhas. Em termos de digestivos destacam-se o bagaço do Pico, a aguardente de figo ou um dos vários licores a partir de amora, nêspera ou de uma “angelica”.

Saudações Montanheiras 
Carlos Moreira 

Fotos de Carlos Moreira