sexta-feira, 29 de março de 2013

Limpeza das calçadas e caminhos baldios de Germil

No passado sábado dia 23 de Março e através de convite do Sr. João Pereira e Sr. António Danaia da Junta de Freguesia de Germil, tive a oportunidade de participar pela primeira vez na limpeza da calçada e caminho do baldio do Murzeiro. 

Equipa (face norte) António, Manuel, Zindo e António Danaia a caminho da calçada do Carvalhal 

A limpeza das calçadas e caminhos de Germil é uma tradição que remonta desde as origens da povoação e dos baldios da aldeia de Germil, Esta tradição com mais de 150 anos de existência, ainda hoje permanece graças ao desempenho e ao interesse dos habitantes de Germil. 

Equipa (face sul) João Pereira - Limpeza do escoamento da ponte do Ribeiro de Murzeiro 
A limpeza das calçadas e caminhos de Germil é organizada duas vezes por ano, respectivamente no mês de Março e Novembro. As equipas de limpeza, nunca superiores a 5 elementos por equipa são estabelecidas através de "passagem de testemunho" das famílias mais antigas da aldeia que de geração em geração se responsabilizam pela limpeza.  

Equipa (face sul) João Pereira e Minda - Reparação muros da tapada de Murzeiro. 
A minha equipa (face sul) que no inicio era constituída por 5 elementos, contou desta vez  com 3 elementos, ficando assim combinado pela restante equipa em falta a sua colaboração na limpeza do troço do Barreiro para as próximas semanas.   

Limpeza dos Talheiros (regos de desvio de água do caminho para os campos) 
Os trabalhos de limpeza das calçadas e caminhos dos baldios de Germil, consiste em arrancar as raízes das silvas, fetos, recolha de pedras, monstros metálicos, lixo, limpeza dos talheiros, escoamento das pontes, pequenas reparações de sustentação do suporte das pontes, muros e escoamento para desvio das poças de água. 

Equipa (face sul) João Pereira e Minda, alisamento do terreno para desvio das poças de água 

Equipa (face sul) João Pereira, Minda e Carlos Moreira - Alisamento do terreno 
Infelizmente esta tradição nas aldeias vizinhas a Germil, tem vindo a desaparecer devido principalmente a desertificação por imigração e também pela avançada idade dos actuais habitantes que já não têm forças para este tipo de trabalho (forçado). Apesar de ainda existirem alguns jovens nas aldeias vizinhas estes não se sentem motivados pois o trabalho consiste no associativismo rural que não sendo remunerado vai sendo abandonado. 

Tapada do Murzeiro - Barreira de pedras para impedir entrada dos animais    
Equipa (face sul)  Minda - Recolha e deslocação de pedras do caminho 

Esta minha experiência foi francamente gratificante, não só pelo convívio com a gente de Germil mas principalmente por poder participar numa acção de preservação de uma aldeia  que conta com habitantes que tudo fazem para preservar e manter as suas tradições. 

Saudações montanheiras 
Carlos Moreira 

Texto e fotos de Carlos Moreira 








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